Por um acaso nem tanto por acaso eu te encontrei,
lhe beijei os lábios e te perdi.
E foi o acaso que tornou essa existência pecaminosa
em demônio do anseio ou foi minha mais pura e ínfima
vontade?
Indiscreta encontra-se minha alma perante esta
obviedade casual. E intrometidos são meus modos
diante de seu parecer intimidante.
E todo esse ardor foi predito por uma força maior
ou foi um acidente voluptuoso que tornou este aconte-
cimento em portento passional?
Deixarei a versão na qual o Destino rege para os vir-
tuosos e a do acaso para os poetas. Está à sua escolha.
sábado, 24 de abril de 2010
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