sábado, 24 de abril de 2010

Soneto da acidez

Teu rosto é um poço
cheio de escuridão
teu olhar é um mar
pleno de corrupção

Teu beijo é acre
teu sorriso mordaz
só quando quer abre
pois um sincero jamais

Cautela me tenha
nesta vida tenaz
que só sofre e só teima

Queime tudo deste mar
jogue tudo nesta lenha
e é com as cinzas que vai-se o amar

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